------------------ Abordagem da torção testicular: uma revisão de literatura.

Revisão de Literatura

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Este é um trabalho premiado

Lívia Oliveira Moura dos Santos

Graduanda do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco.

Willyanne Vichtória e Figueiredo Luna

Graduanda do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco

David Emanoel Alves Teixeira

Graduando do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco

Wendson Batista Fonseca

Graduando do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco

Ana Carolina Bezerra Paz

Graduanda do curso de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco

Alka Daby Nascimento de Sales

Cirurgiã-dentista, especialista em Atenção Básica

OBJETIVO: Entender como ocorre a avaliação da torção testicular nos serviços de emergência. MÉTODOS: O método de escolha para a elaboração da pesquisa foi a revisão integrativa. A priori, estabeleceu-se a questão norteadora “quais os métodos de avaliação utilizados para o diagnóstico da torção testicular?”. Em seguida, buscou-se na base de dados BVS e PUBMED a partir da triagem de artigos selecionadas no período de 2015-2020. Os descritores utilizados a partir do DECs foram: “Torção do Cordão Espermático” e “Emergência”. Foram encontrados 114 artigos, dos quais, após uma leitura do título e resumo, apenas 8 se correlacionaram com o tema central. RESULTADOS: A torção testicular caracteriza-se por uma torção espontânea do cordão espermático que leva ao comprometimento do fluxo sanguíneo testicular. Ela é responsável por 7 a 30% dos casos de escroto agudo na emergência e pode ser avaliado com o escore TWIST. A pontuação é a seguinte: inchaço testicular (2), testículo rígido (2), reflexo cremamático ausente (1), náusea e vômito (1) e testículo de alta equitação (1). Um escore de 0 é preditivo de não torção e um escore de 6 ou 7 é altamente preditivo de torção. Além disso, a ultrassonografia por Doppler é a principal modalidade diagnóstica além do exame físico. O sinal característico de torção testicular nesse exame é a ausência de fluxo sanguíneo testicular. Por fim, a avaliação da piúria com análise de urina geralmente faz parte da investigação da dor escrotal aguda e a sua presença é consistente com infecção da região, mas não descarta a possibilidade de uma torção testicular. CONCLUSÕES: Portanto, a torção testicular deve ser considerada uma das principais causas de escroto agudo e a sua avaliação precoce é fundamental para a taxa de recuperação do paciente, uma vez que o atraso no diagnóstico está relacionado ao percentual de perda testicular. Como limitação do estudo, destaca-se a não abordagem de todas as características ultrassonográficas para o seu diagnóstico.