------------------ Panorama dos internamentos por epilepsia em menores de 14 anos de idade no estado de Pernambuco entre 2016 e 2018

Estudo Original

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OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico das crianças menores de 14 anos de idade internadas por epilepsia em Pernambuco entre os anos de 2016 e 2018. MÉTODOS: Estudo transversal, descritivo e com base de dados provenientes do banco de Informática do SUS (DATASUS/Ministério da Saúde). Foram analisadas as seguintes variáveis: estado residência, ano de internamento, idade, sexo e evolução. Foram excluídas as opções “branco” ou “ignorado” de cada variável. RESULTADOS: O Brasil registrou 48.307 internamentos de crianças até 14 anos de idade por epilepsia entre os anos de 2016 e 2018. O estado de Pernambuco ficou em 6ª colocação dentre os estados com maiores quantidades de internamentos por essa doença, com 5%, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraná, com respectivamente, 22,4%, 10,8%, 10,1%, 9,3% e 8,2%. Em Pernambuco, 42,5% dos internamentos foram de crianças de pré-escolares e 21,7% ocorreram em escolares. A população parda correspondeu a 95,4%, enquanto que a população negra somou 3,9% do número total de internamentos em Pernambuco. O número de casos acumulados em Pernambuco nos três anos estudados foi de 57,8%, seguindo a tendência nacional que foi de 55,2%. Houve um acréscimo de 3,8% do número de casos em Pernambuco quando comparados os números de 2016 e 2018. O estado nordestino registrou uma mortalidade de 0,35%, sendo uma das menores taxas de mortalidade por epilepsia do Brasil. CONCLUSÃO: Pernambuco registrou uma das menores taxas de mortalidade por epilepsia na infância no Brasil, uma vez que seus serviços de pediatria priorizam realizar a classificação sindrômica para a programação terapêutica levando a um melhor prognóstico, além de instituir uma abordagem com uma equipe multidisciplinar. As síndromes epilépticas iniciadas na infância podem provocar sequelas neurológicas graves e levar a morte, por isso a abordagem terapêutica e a classificação sindrômica são de extrema importância para um melhor desfecho clínico.

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