------------------ Cirurgia de bypass ileal como tratamento alternativo da hipercolesterolemia familiar: Uma revisão de literatura

Revisão de Literatura

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Este é um trabalho premiado

Hirisdiane Bezerra Alves

Graduada em Enfermagem, Centro Universitário Maurício de Nassau

Débora Oliveira dos Santos

Graduanda em Medicina, Centro Universitário de Patos

Hirisleide Bezerra Alves

Docente, Centro Universitário de Patos

OBJETIVO: Expor a cirurgia de bypass ileal como tratamento alternativo para a hipercolesterolemia familiar. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão sistemática, na qual as bases de dados do SCIELO e BVS foram consultadas para levantamento de artigos científicos, no período de 2015 a 2020. Na estratégia de busca, foram utilizados os descritores: "Bypass", "Hipercolesterolemia", “Cirurgia”. Entre 14 artigos encontrados, 7 constituíram a amostra, utilizando-se como critérios de inclusão: artigos em português e inglês, dispostos na íntegra. RESULTADOS: Hipercolesterolemia Familiar (HF) corresponde a uma doença genética do metabolismo das lipoproteínas, decorrente de uma mutação no gene que codifica o receptor para a lipoproteína de baixa densidade (LDL), o qual está envolvido no transporte e no metabolismo do colesterol, cujo modo de herança é autossômico dominante. Mutações no gene LDLR reduzem o número ou comprometem a função dos LDL-R na superfície dos hepatócitos, resultando em elevações significativas dos níveis de LDL-c e ocasionando a deposição de colesterol nos tecidos. Como consequência das anormalidades no receptor, existe perda do controle por feedback e elevados níveis de colesterol, que induz à aterosclerose prematura, conduzindo a um aumento do risco de infarto do miocárdio. Terapias alternativas não farmacológicas podem ser tentadas em casos de HF refratários ao tratamento medicamentoso, como cirurgia de bypass ileal. Estudos revelaram que a cirurgia de bypass ileal diminuiu LDL-c em 38% e eventos cardiovasculares em 30% em portadores de hipercolesterolemia grave. CONCLUSÕES: A hipercolesterolemia familiar pode caracterizar um sério risco de mortalidade, visto que muitos casos estão associados a infarto e eventos de embolia gordurosa. Diante disso, alternativas terapêuticas devem ser avaliadas, de modo a permitir um tratamento eficaz para os portadores.