------------------ Contemplação da tireoidectomia total como tratamento cirúrgico para pacientes com Doença de Graves: uma revisão bibliográfica

Revisão de Literatura

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Este é um trabalho premiado

Flavia Follis Bartolomeo

Acadêmica, Centro Universitário Barão de Mauá

Giovanna Doria Pares Coelho

Acadêmica, Centro Universitário Barão de Mauá

Ibrahim Nabil Abdel Fattah Ibrahim

Acadêmico, Centro Universitário Barão de Mauá

Marianna Minaré Vigo

Acadêmica, Centro Universitário Barão de Mauá

Renata Rodrigues Chagas

Acadêmica, Centro Universitário Barão de Mauá

Rodolfo Antonio de Oliveira Nogueira

Médico residente, Santa Casa de Misericórdia de Araras

OBJETIVOS: Evidenciar a efetividade da tireoidectomia em pacientes portadores da Doença de Graves (DG) e comparar o procedimento cirúrgico total e parcial. METODOLOGIA: O trabalho consiste em uma revisão da literatura, de caráter analítico-descritivo, com base em análises de artigos sobre a tireoidectomia em pacientes com DG. O levantamento de periódicos foi realizado na plataforma PubMed e SciELO. As palavras-chaves utilizadas foram: tireoidectomia, hipertireoidismo e Doença de Graves no idioma português. Foram incluídos 12 artigos científicos que abordaram o tratamento cirúrgico dos pacientes com DG entre 1999 e 2019. RESULTADOS: A tireoidectomia vem apresentando eficácia satisfatória no tratamento da DG devido a taxas de complicações menores que 3%. Metanálises mostram que a tireoidectomia apresenta a menor taxa de recidiva (10%) quando comparada ao iodo radioativo (15%) e ao tratamento medicamentoso (52%). Essa cirurgia, é dividida em subtotal ou total. A total torna os pacientes hipotireoidianos dependentes de hormônio tireoidiano exógeno. Já a subtotal exclui o paciente da terapia de reposição hormonal, porém pode ser necessária uma segunda cirurgia para remover o restante da tireoide, sendo dificultada com a formação de tecido cicatricial. Um estudo verificou uma recorrência de 4,7% nos submetidos à subtotal em relação a 0% na total. Por fim, a tireoidectomia total é equivalente à subtotal em relação ao hipoparatireoidismo, progressão da oftalmopatia, sangramento pós-operatório e paralisia do nervo laríngeo. No entanto, a total foi associada a uma incidência menor de hipertireoidismo recorrente e menor aumento no hipoparatireoidismo. CONCLUSÃO: Conclui-se que a tireoidectomia apresenta eficácia satisfatória no tratamento cirúrgico nos pacientes com DG. Ademais, a tireoidectomia total é mais utilizada, apesar de sua equivalência com a subtotal, possui menores registros de certas complicações.