------------------ Prevalência da Cirurgia de Transplante de Pulmão no Brasil entre 2010 e Março de 2020

Estudo Original

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OBJETIVOS: Observar a prevalência da cirurgia de transplante de pulmão no Brasil entre 2010 e março de 2020. MÉTODOS: Análise epidemiológica quantitativa de dados coletados no Registro Brasileiro de Transplantes, publicado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). RESULTADOS: De acordo com a ABTO, entre 2010 e março de 2020, 5 centros atuantes em 2 estados do país registraram 861 transplantes de pulmão, com dados que indicam crescente adesão à operação. O estudo ainda indica que o doador pode ser classificado em falecido ou vivo, podendo realizar doação bilateral do órgão, unilateral ou apenas dos lobos pulmonares. No período, há maior prevalência de doadores falecidos, que representam cerca de 98,2% dos casos. Além do mais, os dados indicam que cerca de 60% dos transplantes se referem a doação bilateral do pulmão, enquanto cerca de 1,9% aos lobos. Contudo, apesar de crescentes, os números ainda sugerem que, a nível mundial, o Brasil representa muito pouco os transplantes realizados, ressaltando a importância de conscientização populacional sobre a causa. De janeiro a março de 2020, foram realizadas 29 operações, todas por doadores falecidos. CONCLUSÃO: Segundo a pesquisa, o transplante de pulmão consiste na remoção cirúrgica de um pulmão saudável, ou de parte dele, e sua transferência a alguém cujos pulmões não funcionam mais. Os maiores receptores são pacientes que sofrem de doença pulmonar crônica obstrutiva (DPOC), fibrose cística e fibrose pulmonar intersticial. Além disso, a pandemia causada pelo Covid-19 é outro fator capaz de aumentar a fila de espera pelo órgão, pois em casos mais graves compromete os pulmões de forma que o transplante seja a única alternativa. Contudo, apesar de sua importância para garantir qualidade de vida aos pacientes, os dados indicam que a doação de órgãos ainda é um assunto a ser debatido e informado à população, tendo em vista que a recusa familiar é um potencializador da não concretização da operação.

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