------------------ Tratamento endovascular do aneurisma de artéria poplítea em um paciente de alto risco: relato de caso

Relato/Série de Casos

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INTRODUÇÃO: O aneurisma da artéria poplítea (AAP) é definido como dilatação focal maior que 50% do diâmetro máximo esperado para o segmento. É o mais frequente dos aneurismas periféricos, há maior incidência nos homens e sua patogênese é multifatorial. O diagnóstico é feito pela palpação do pulso poplíteo e através de exame de imagem. Há duas principais técnicas para o tratamento: cirurgia aberta e endovascular. A primeira tem ótimos resultados, porém necessita de anestesia geral, enquanto a segunda veio como alternativa para pacientes com risco cirúrgico elevado. RELATO DE CASO: Mulher, 77 anos, tabagista, história prévia: quatro infartos agudo do miocárdio, internação pouco tempo antes por doença pulmonar obstrutiva crônica. Iniciou com quadro de dor intensa súbita, palidez e redução de temperatura em membro inferior esquerdo. Ao exame, notava-se a presença de pulso da artéria femoral e a ausência de pulsos periféricos. Realizado ecocolordoppler arterial sendo evidenciado AAP esquerda com trombo em tronco tibiofibular, artérias tibiais e fibular. Foi avaliada como ASA III, optando-se por realizar o tratamento endovascular (TE), apenas com anestesia local. Realizado por punção retrógrada da femoral com cruzamento, passado um cateter de trombectomia para retirada de trombo localizado no aneurisma, seguida de arteriografia para confirmar ausência de trombo e, posteriormente, foi implantado um stent revestido. No dia seguinte, a paciente recebeu alta. COMENTÁRIOS: A evolução para o TE veio inicialmente como alternativa ao tratamento convencional em pacientes com risco cirúrgico aumentado, como no caso descrito. O TE passou a ser aventado como primeira opção por ser um procedimento minimamente invasivo, exigindo pequenas incisões, tempo cirúrgico reduzido, menor morbidade pós-operatória, mobilização precoce do paciente e redução do tempo de internação. No entanto, não há evidência que sugere superioridade entre um ou outro tratamento, necessitando de novos estudos.

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