------------------ Relação Entre o Uso de Imunossupressores e o Desenvolvimento de Diabetes Mellitus Pós-Transplante de Órgão Sólidos

Revisão de Literatura

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OBJETIVO: Discutir o potencial de imunossupressores no desenvolvimento do diabetes mellitus pós-transplante (DMPT) em pacientes submetidos à transplante de órgãos sólidos. MÉTODOS: Foi realizada uma pesquisa bibliográfica na base de dados PubMed, utilizando os termos “post-transplant diabetes”, “immunosuppression” e “transplantation”, com resultados filtrados de acordo com o ano de publicação (2016-2020). Foram encontrados 25 trabalhos científicos e, após análise de títulos e resumos para verificação do conteúdo apropriado ao tema, buscou-se o texto completo dos 5 selecionados para a realização desta revisão integrativa. RESULTADOS: A hiperglicemia pós-transplante de órgãos sólidos é frequente em pacientes submetidos a este procedimento, estando relacionada a fatores como estresse cirúrgico e terapias de indução imunossupressora. A persistência da hiperglicemia é responsável pelo risco aumentado de evolução para DMPT, devido à glicotoxicidade, e os mecanismos de ação diversos das drogas imunossupressoras podem estar implicados no desenvolvimento do DMPT, associada a uma variedade de resultados adversos, incluindo aumento da mortalidade, rejeição de órgãos e infecções. Nos estudos avaliados, o tacrolimo e a ciclosporina foram relacionados à redução da secreção de insulina, já os glicocorticoides à resistência periférica à insulina e aumento da produção hepática de glicose. Quanto ao sirolimo e everolimo, observou-se que podem estar envolvidos na redução do sinal de transdução da insulina e indução da apoptose de células beta. Não foram relatados efeitos proeminentes para o micofenolato mofetil e a azatioprina. O manejo dessa condição representa um desafio pela necessidade de adaptação da terapia para obter melhores resultados glicêmicos e de transplante. CONCLUSÕES: O uso prolongado de alguns imunossupressores está associado ao DMPT através de diversos mecanismos de ação, colocando os pacientes em maior risco de infecções, rejeições e mortalidade.

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