------------------ Manejo Cirúrgico Pediátrico de Espondilolistese Traumática do Áxis: Um Relato de Caso

Relato/Série de Casos

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INTRODUÇÃO: Espondilolistese traumática do áxis é a fratura bilateral de elementos posteriores de C2 com deslizamento anterior (anterolistese) ou posterior (retrolistese) de uma vértebra sobre outra, decorrente, sobretudo, de acidentes automobilísticos. Embora seja radiologicamente similar à “fratura do enforcado”, a fisiopatologia é distinta. O tratamento é orientado pelo tipo de fratura, podendo ser cirúrgico ou conservador. RELATO DO CASO: Paciente, sexo feminino, 10 anos, sem comorbidades, foi submetida à radiografia panorâmica de perfil para avaliação odontológica. Nesse exame, identificou-se, acidentalmente, uma alteração na coluna cervical alta. Para melhor análise, solicitaram-se radiografias convencionais e ressonância magnética que identificaram anterolistese grau III de C2 sobre C3 com amplitude reduzida do canal raquidiano, sem evidente expansão posterior do disco intervertebral dessas vértebras ou alteração significativa do calibre e do sinal da medula cervical. Apesar da ausência de sintomas, fez-se tratamento cirúrgico em virtude da instabilidade da região acometida e possível comprometimento das funções medulares e bulbares. Foi então realizada, com monitorização neurofisiológica intra-operatória, artrodese posterior através de parafusos pediculares nas pars articulares de C2; artrodese anterior com fixação de C2 e C3; e inserção de enxerto ósseo proveniente da crista ilíaca em C2, que apresentava-se esponjosa. Exercícios para correção postural e uso de colete cervical constituíram o pós-operatório. Nos anos seguintes, a paciente evoluiu com desenvolvimento normal e funções neurológicas inalteradas. COMENTÁRIOS: A relevância do relato está na idade reduzida da paciente e na etiologia atípica da lesão, vez que a hipótese aceita pelos médicos foi a de trauma obstétrico. Tal suposição deve-se à paciente não ter sofrido outro trauma e, devido ao parto cesariano complicado e consequente suspeita de torcicolo congênito, ter usado colar cervical ao nascer.

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