------------------ Uso da Pele de Tilápia no Tratamento de Pacientes Queimados: Uma Revisão Sistemática

Revisão de Literatura

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OBJETIVOS: Investigar o estado da arte relativo ao uso da pele de tilápia como tratamento de queimaduras e sua eficácia terapêutica, através de uma revisão analítica. MÉTODOS: Foram analisados estudos dos últimos cinco anos na base de dados MEDLINE. A busca pelos descritores utilizados foi efetuada mediante consulta ao MeSH, sendo eles: “burned”, “skin”, “tilapia” e “treatment”. Foram analisadas a base de pesquisa PubMed com os filtros: “open acess” e “5 years”, obtendo 18 artigos nos quais 6 foram selecionados. RESULTADOS: A pele de tilápia foi indicada para tratamento de pacientes que sofreram queimaduras severas. Os enxertos alcançaram excelentes resultados dada ótima aderência ao leito da ferida, evitando contaminação externa, perda de líquidos e não necessitando remoção. O colágeno Tipo I de peixes possui temperatura de degradação inferior à temperatura dos mamíferos, porém o proveniente da tilápia suporta valores humanos. O couro desse peixe também apresenta maior concentração da substância quando comparado a outros tipos de enxerto. Ademais, o colágeno Tipo I advindo da tilápia estimula Fatores de Crescimento de Fibroblastos, expressando Fator de Crescimento de Queratinócitos, imprescindíveis para fechamento das feridas. Logo, a presença de MCPs da pele de tilápia levou a resultados positivos na velocidade de cura das lesões e menor formação de tecido cicatricial, diferenciando dos tratamentos atuais como Fator de Crescimento Epidérmico Humano Recombinante. Associando cithosan-hidrogel com o MCP foram alcançados resultados melhores, com ação antibacteriana, analgésica e até mesmo estimulo para neovascularização. CONCLUSÃO: A terapia com pele de tilápia reduziu a morbidade e mortalidade dos queimados, além de resultar em menor chance de infecção e dor nas trocas de curativos.

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