------------------ O Prognóstico do Paciente com Isquemia Mesentérica Aguda Pós Terapia Endovascular

Revisão de Literatura

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Objetivo: Relatar a eficácia da Revascularização Endovascular (RE) em Isquemia Mesentérica Aguda (IMA). Métodos: A busca dos descritores fundamentou-se em consulta ao MeSH, utilizando: Mesenteric Ischemia AND Endovascular Procedure AND Catheterization. Foram achados 42 estudos, que após aplicação dos critérios publicados nos últimos 10 anos e em humanos, foram analisados 4 estudos, utilizando a base de dados MedLine e ScieLo. Resultados: A RE foi utilizada como terapia preferida para IMA em relação a técnica operatória (TO), através da RE endoluminal e trombólise com cateter de infusão de múltiplos poços. Houve um sucesso em 87% dos casos, sendo exigida laparotomia em 69% na RE, enquanto na TO foi de 100%, com ressecção necrótica mediana de 52 cm na RE e de 160 cm na TO, com taxa de mortalidade de 50%, comparada a 36% da RE. Ao passo que utilizando a RE com dispositivo de trombectomia rotacional associado a angioplastia com balão, implante de stent, trombólise seletiva intraoperatória, houve um sucesso em todos os casos e com necessidade de laparotomia com ressecção intestinal em 70%, com taxa de mortalidade de 55%. Ademais, foi analisado o sucesso do uso da RE utilizando o cateterismo angiográfico com a técnica “Buddy Wire” para colocação de stent no segmento ocluído, evitando laparotomia, técnicas mais invasivas e ressecção intestinal. Entretanto, evidências apontam que a maioria dos pacientes com IMA têm alguma parte de intestino inviável, que requer laparotomia mesmo que a intervenção percutânea obtenha sucesso, aplicando em caso de presença de intestino infartado ou de níveis elevados de ácido láctico, por controlar o fluxo venoso e as endotoxinas que seriam liberadas do segmento acometido. Conclusão: RE apresenta-se como uma boa alternativa de procedimento por ser menos invasiva, oferecendo possibilidade de recuperação mais rápida com menos sequelas. Porém, como a IMA é uma patologia fulminante, as evidências mostram que TO ainda possui lugar na terapêutica.

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