------------------ Complicações da intubação Orotraqueal: uma revisão integrativa

Revisão de Literatura

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Este é um trabalho premiado

Ana Carolina Tocantins Albuquerque

Discente do curso de Medicina do Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA), Anápolis, Goiás;

Gabriela Milhomem Ferreira

Discentes do curso de medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), Aparecida de Goiânia, Goiás

Luiz Felipe Castro Vaz Poloniato

Discentes do curso de medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), Aparecida de Goiânia, Goiás

Isadora Vilela Rodovalho

Discente do curso de Medicina do Centro Universitário de Anápolis (UniEVANGÉLICA), Anápolis, Goiás;

Eduardo Henrique Castro Vaz Poloniato

discente do curso de odontologia da Faculdade Anhanguera, Anápolis, Goiás.

Marília Karolyne Dias Pires

Docente do curso de Medicina da Universidade de Rio Verde (UniRV), Aparecida de Goiânia, Goiás

OBJETIVO: Detectar, na literatura, as causas e tipos de complicações decorrentes da intubação orotraqueal (IOT). MÉTODOS: Realizou-se uma revisão integrativa nas bases de dados Scielo, Medline e Lilacs. Estão inclusos neste estudo 18 artigos, somente os publicados na íntegra, pertencentes a revistas de alto impacto científico, que abordam assuntos específicos de acordo com os descritores: intubação orotratraqueal; complicações pós-operatórias; ferimentos e lesões. RESULTADOS: A IOT é um procedimento indicado em situações em que é preciso manter a via área (VA) acessível e permeável para a manutenção da ventilação pulmonar, de caráter eletivo ou emergencial. As principais indicações na emergência são: parada cardiorrespiratória (PC); insuficiência respiratória; hipoventilação; choque; coma e politraumatismo. Também é indicada para administração de medicamentos, como surfactante. Por ser um procedimento invasivo, pode causar lesões cutâneo-mucosas como: exodontia; avulsão das pregas vocais; laceração da traqueia e da epiglote; hematomas; traqueíte; necrose e estenose traqueal. Entre as complicações estão intubação esofágica, que pode levar à hipoxemia, hipercapnia e morte; intubação seletiva, resultando em atelectasia do pulmão não-ventilado ou barotrauma; trauma de VAs superiores, da coluna cervical e dos dentes e arritmias cardíacas. Os fatores desencadeantes dessas complicações são variáveis, compreendendo mau posicionamento e fixação do tubo orotraqueal (TOT), falta de higiene e de proteção contra o atrito, tamanho inadequado do TOT, hiperinsuflação do balonete, movimentação brusca do TOT e intubação esofágica. CONCLUSÕES: Os traumas decorrentes da IOT ocorrem mais na emergência, pois nesse âmbito tem que ser realizada rapidamente, predispondo traumas graves. É imprescindível, portanto, que a segurança do paciente seja prioridade na sua realização, por profissionais que conheçam as técnicas de intubação e as causas de traumas nos pacientes submetidos à IOT.