------------------ Lesão de duodeno no trauma abdominal fechado: Uma revisão dos casos publicados nos últimos 20 anos

Revisão de Literatura

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OBJETIVO: Caracterizar o padrão clínico-radiológico da lesão traumática de duodeno. MÉTODOS: Trata-se de revisão de literatura com triagem de 134 artigos do Pubmed, entre 2000 e 2020, utilizando os descritores “blunt trauma” e “duodenal injury”. sendo incluídos apenas relatos de caso com lesão de duodeno por trauma fechado, resultando em 56 artigos. Nos quais, foram analisadas: idade, sexo, mecanismo do trauma, achados clínicos e de imagem, exames solicitados, local e grau da lesão, lesões associadas e tratamento. RESULTADOS: Dos 67 casos, 85% eram do sexo masculino, 27% de 21-40 anos e 25%,10-15 anos. O mecanismo mais frequente foi acidente de carro (31%), principalmente entre 21-40 (50%) e 41-60 (83%) anos, seguido por agressão física (22%), predominante entre 1-4 anos (62%). A 2ª porção (42%) do duodeno e o grau III (43%) foi a lesão mais frequente. 57% tinham lesões associadas, com predomínio das hepáticas e da via biliar (31%). Os sinais clínicos foram dor abdominal (75%), referida em abdome superior em 19%; vômitos (36%); rigidez abdominal (30%); sinais vitais alterados até choque (30%) e equimose em abdome superior (22%). A tomografia (TC) foi a mais solicitada (70%), seguida pela radiografia simples (45%) e ultrassom (37%). Os exames de imagem conseguiram identificar lesão em 49% dos casos, em sua maioria por , cuja especificidade neste estudo foi de 59%. Outros achados indiretos foram líquido (42%) ou ar (25%) intraperitoneal e ar (25%) ou coleções (18%) em retroperitônio. O tratamento foi cirúrgico em 88% com 24% complicações, sendo as mais prevalentes a deiscência e fístula. CONCLUSÕES: Neste estudo, as lesões de duodeno foram mais frequentes em adolescentes e adultos do sexo masculino, envolvidos em acidentes automobilísticos e agressões físicas, apresentando-se com dor e rigidez abdominal, vômitos e equimoses. A tomografia constitui principal ferramenta na identificação da lesão, bem como de seus sinais indiretos.

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