------------------ Perfil Epidemiológico de Mortalidade por Trauma Obstétrico em Mulheres Brasileiras

Estudo Original

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Este é um trabalho premiado

Liliane Emilly dos Santos Sousa

Discente do curso de graduação em Biomedicina, Universidade Paulista

Jacqueline Andréia Bernardes Leão-Cordeiro

Docente do curso de graduação em Enfermagem, Universidade Federal de Goiás

Talita Samara Fernandes Siqueira

Enfermeira do Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Goiás

Viviane Gomes de Lacerda Nolasco

Enfermeira do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Goiânia

Crissiane Vilela Souza Costa Amaral

Enfermeira do serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Goiânia

Antonio Márcio Teodoro Cordeiro Silva

Docente do curso de graduação em Medicina, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

OBJETIVO: Caracterizar o perfil epidemiológico de mortalidade materna por trauma obstétrico, em mulheres brasileiras, entre os anos 2013 e 2018. MÉTODOS: Trata-se de estudo epidemiológico descritivo e quantitativo. Foram obtidos dados secundários provenientes do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Os dados eram relacionados ao número de óbitos maternos por traumas obstétricos, em mulheres, em idade fértil (10 a 49 anos), em situação de gravidez, parto, aborto ou puerpério, por causa obstétrica direta, no Brasil, no período de 2013 a 2018. RESULTADOS: Foram registrados 151 óbitos por traumas obstétricos, em mulheres durante a gravidez, parto ou aborto, no Brasil. O ano de 2015 foi responsável por 21,8% dos óbitos e o ano de 2017, por 12,6%. Segundo a faixa etária, constatou-se que 52,3% das mortes ocorreram em mulheres entre 30 e 39 anos de idade. Assim, os números de óbitos maternos, constatados no período analisado, foram sugestivos de alterações anatômicas e fisiológicas da gravidez, que podem alterar o padrão de agravamento da lesão traumática e interferir na avaliação, no tratamento e na qualidade de vida das pacientes, durante o período gravídico-puerperal. Adicionalmente, a laceração do períneo, durante o parto, foi uma das causas de traumas obstétricos, correspondendo a 3,3% do total. CONCLUSÕES: O trauma durante a gestação constitui uma das principais causas de óbitos maternos, em mulheres brasileiras. Dessa forma, torna-se necessário o fortalecimento das políticas públicas de atenção à saúde da mulher, em condição gravídica, nos serviços de saúde, por meio da promoção à saúde, prevenção e diagnóstico precoce. Adicionalmente, a maior atenção com os cuidados pré-natais e na assistência ao parto pode reduzir ainda mais os índices de mortalidade, por trauma obstétrico, no Brasil.