------------------ Revascularização de membro inferior direito com veia safena magna invertida contralateral para correção de lesão da artéria poplítea proximal por arma de fogo

Relato/Série de Casos

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INTRODUÇÃO: As lesões vasculares são as principais causas de morte no trauma, manifestando-se com hemorragia e/ou isquemia. Podem ser penetrantes e contusas, a primeira mais frequente e a segunda com pior prognóstico. A revascularização está associada ao risco de síndrome de reperfusão, diretamente relacionada ao tempo de isquemia. O tratamento emergencial da hemorragia consiste em parada do sangramento e pode ser feita com a compressão direta. Lesões mais complexas, são reparadas com ressecção da área lesada e anastomose termino-terminal desde que realizado sem tensão. Caso contrário o enxerto autólogo é a técnica mais utilizada. O objetivo é apresentar um caso grave de lesão arterial por arma de fogo, com impossibilidade de exploração do local da lesão e mostrar uma alternativa terapêutica eficaz. RELATO DE CASO: Paciente,19 anos, esquizofrênico, vítima de ferimento por arma de fogo em membro inferior direito (MID). Trazido pelo SAMU com dor intensa em perna direita. MID: Orifício de entrada anterolateral de coxa distal e saída em fossa poplítea medial, hematoma pequeno não pulsátil em coxa distal e ausência de pulsos poplíteo e distais. Palidez cutânea e frialdade em perna e pé. Ausência de fluxo arterial e venoso ao doppler de ondas contínuas. Doppler arterial: Ausência de fluxo arterial em poplítea proximal e média, circulação venosa patente. Realizado enxerto femoro poplíteo distal com veia safena magna invertida contralateral com anastomose termino-lateral e ligadura proximal e distal da artéria poplítea e fasciotomia de perna. Alta no décimo dia pós operatório com enxerto pérvio e pulsos distais presentes. COMENTÁRIOS: Caso complexo com alta chance de perda de membro por três fatores: tempo de isquemia, grau de contaminação do membro e necessidade de conduta alternativa. Concluímos que esta conduta alternativa, permitiu a revascularização eficaz do membro sem complicações que preocupavam ao decorrer da recuperação do paciente.

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